O DEUS QUE MUITOS AINDA NÃO CONHECEM

“4 Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. 5 Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força.”( Deuteronômio 6.4-5).

DEUS ÚNICO E INCONFUNDÍVEL
Ao contrário do que acontecia com os povos que eram politeístas e mesmo os monoteístas idólatras, Deus nunca permitiu múltiplas caracterizações de si mesmo. Falsos deuses como Baal, era representado por figura meio animal, meio homem ou homem com chifres. Inúmeras vezes Deus se revelou como “Eu sou o Senhor” (Gn 15.7; 17.1; 28.13 etc). Ao se encontrar com Moisés no monte Ele disse: “Eu sou o que sou”, indicando a Sua singularidade. Ele se fez único através da observação da imensidão do universo criado, da perfeição, ordem e beleza até das pequenas coisas (Sl 19.1-6; Rm 1.20). O Deus criador é poderoso, infinito e inquestionavelmente inconfundível. Nenhum outro é digno de adoração e devoção, pois são falsos deuses. Nas verdades do Novo Testamento, Deus soberanamente decidiu tomar a forma humana e revelar ainda mais a sua singularidade. Assim nos revela o Evangelho de João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” (Jo 1.14) Jesus é o próprio Deus, único e verdadeiro. Sua vinda dividiu a nossa história em duas; Suas ações marcaram a vida de milhares no passado e de bilhões no presente. Deus, o nosso Senhor, é inconfundível!

DEUS ÚNICO E INCOMPARÁVEL
Deus é eterno no seu ser e incomparável em todas as suas perfeições. O próprio Deus declarou isto: “Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Porventura, não o fiz eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus, senão eu, Deus justo e Salvador não há além de mim.” (Is. 45.21). Tal revelação nos apresenta o Deus que intervém, que faz história, que governa Sua criação e todas as criaturas (Sl 24.1), mostrando ser o incomparável que pode e sabe todas as coisas. Em resposta às revelações maravilhosas, o profeta Isaías proclamou: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera.” (Is 64.4). Deus é incomparável. Ele criou o ser humano a sua imagem, trata o seu povo como amor de pai (Is 64.6; Mt 6.9), e apesar do pecado que Ele detesta, sua bondade faz vir sol e chuvas para todos (Mt 5.45). À semelhança do relacionamento que havia entre Deus e Adão, o Espírito Santo também conversa com o nosso espírito, pois Deus é Emanuel – Deus conosco -, Ele habita nos Seus filhos. O apóstolo Paulo ao analisar sua vida aqui na terra com a vida na presença de Deus, afirmou que “estar com Cristo é incomparavelmente melhor.” (Fl 1.23). Sim, não há deus como o nosso Deus, nem no céu, nem na terra, nem em lugar algum. Ele é incomparável.

DEUS ÚNICO E IMUTÁVEL
Através da revelação feita ao profeta Malaquias, Deus declarou: “Porque eu, o SENHOR, não mudo…” (3.6). Sua imutabilidade é a nossa garantia que Suas promessas são estáveis; Sua imutabilidade assegura que as revelações das Sagradas Escrituras não são temporárias ou circunstanciais, a Palavra de Deus se cumprirá até o fim (Nm 23.19; Ez 12.28;Mt 5.18). Deus é o mesmo, ontem, hoje e para todo sempre (Hb 13.8). Tiago, o irmão de Jesus, reafirmou que em Deus não há “… variação ou sombra de mudança.”(Tg 1.17). Nosso Deus é um castelo forte, é segurança inabalável, é o imutável doador de vida eterna, Ele é o Deus eterno e Senhor da vida (Sl 90.1-2) e será sempre. Moldar a vida tendo o Deus imutável como o eixo central, nos dá a certeza que jamais seremos abalados. Jamais haverá falhas da parte divina. Uma vida construída colocando a Deus em primeiro lugar será como uma casa edificada sobre a rocha, que resiste às enchentes (Lc 6.47-48).

Não há melhor projeto de vida do que seguir a Jesus, o Deus eterno e único revelado entre nós. Somente quem tem ao Senhor Deus em primeiro lugar é que descobriu o prazer de ser a imagem do Criador e se alegrar em Suas bênçãos incomparáveis. Estes são os que receberam o perdão e a inconfundível graça por meio de Jesus Cristo. São agora chamados filhos de Deus (Jo 1.12). Estes também são agora morada do Espírito Santo. A estes também foi confiada a responsabilidade: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”(1Pe 2.9). O mundo não conhece a Deus, mas nós conhecemos. Assim, temos privilégio e também a responsabilidade. Devemos anunciar as “virtudes” e as “maravilhas” do Senhor. E essas maravilhas não se limitam apenas aos milagres, mas tudo quanto o Senhor nos revelou nas Sagradas Escrituras.

Por Rev. Ronaldo P. Mendes.

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