Sermões

Esboços de sermões

                                                                    1ª JOÃO 

Texto: 1João 5.13-21

Introdução: Esta carta foi escrita em um período em que a igreja enfrentava uma falsa doutrina destruidora, o Gnosticismo.

Gnosticismo: Influenciado por filósofos como Platão, o Gnosticismo é baseado em duas premissas falsas. Primeiro, os gnósticos acreditam que a matéria é essencialmente perversa e que o espírito seja bom. Com isso, acreditam que qualquer coisa feita no corpo, até mesmo o pior dos pecados, não tem valor algum porque a vida verdadeira existe no reino espiritual apenas. Segundo, acreditam que possuem um conhecimento elevado, uma “verdade superior”. A  palavra grega gnosis, a qual significa “saber”, pois os gnósticos acreditam que possuem um conhecimento mais elevado, não da Bíblia, mas um conhecimento adquirido por algum plano místico e superior.

Esse falso ensino,  no ano 90 d.C, tinha contribuído para alguns se afastarem da igreja (2.19). Esta carta foi escrita com o propósito de reforçar a segurança cristã e afastar os falsos mestres. Ela tem o objetivo, de nos dar a certeza da salvação em Cristo. Algo que os gnósticos negavam. Cristo é o verdadeiro filho de Deus (v.20-21). Nele temos todas as bênçãos espirituais. A obra de Jesus na cruz é perfeita e traz bênçãos aos que creem. E com base neste texto, nos propomos a falar sobre:

Tema:

Algumas Bênçãos recebidas em Cristo Jesus

Proposição: Jesus nos entregou aquilo que nunca poderíamos alcançar por nossas forças. 

OI.: O que nós recebemos do Senhor?

OT: O nosso Senhor Jesus, em sua obra perfeita nos deu:

1) A vida eterna (v.13, 20-21)

  •  O que a vida eterna? Jesus responde: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”(Jo 17.3). Cristo é a vida eterna (cf 1Jo 5.20). Para todo o que crê (v.13b). Vida eterna é o oposto de morte eterna. E o que é morte eterna? Apocalipse chama de “Segunda morte” (Ap. 2.11). Por causa de Adão e Eva, o destino da humanidade é a morte e a segunda morte que é o inferno. Esse é o caminho certo da humanidade. Assim como a morte, a segunda morte é certa. Mas, Jesus é a “ressurreição e a vida” (Jo 11.25). Ele dá a vida para os que creem nEle, tem fé (v.13b). E essa fé a: “… certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.” (Hb 11.1). Não vi crucificação e tudo que me diz isso é um livro que tem mais ou menos 5 mil anos. Crer nisso é ter fé, e somos salvos por meio dela (Ef. 2.8). João diz que se cremos, “Temos” a vida eterna (v.13b).
  • O que é viver para sempre? Em primeiro lugar - Viver livre do pecado (v.18) – E o homem só pode viver livre da condenação do pecado se for nascido de Deus. Mas o que é ser nascido de Deus? Jesus disse a Nicodemos que é alguém nascido da “água e do Espírito”(Jo 3.5). Então é alguém transformado pelo Espírito Santo. E essa bênção vem pelo ouvir a Palavra de Deus. O pecado não deve nos dominar (ver 3.9). Em segundo lugar, é desfrutar as bênçãos que receberemos nos céus! Lá estaremos livres de toda dor, as nossas lágrimas serão todas enxugadas, não haverá depressão, mas só alegria. Também veremos Jesus face a face e o adoraremos eternamente de forma perfeita. Obs: Infelizmente muitos vivem a vida cristã, como se não houvesse amanhã. Parece que Jesus não traz mais alegria de viver. Ore para que Deus restaure em você essa alegria da salvação (cf Sl 51.12).

Aplicação: Em Cristo, nos temos a vida eterna! Significa livres da condenação que somos merecedores. Vida eterna é viver longe deste mundo em pecado. Vida eterna é ver Jesus face a face e adorá-lo para sempre. Mas para isso, preciso crer no seu Evangelho. Crer em Seu nome, e viver uma vida que o agrade neste mundo. Lembre-se: “… todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado”(v.18a). Uma forma de termos certeza de nossa salvação é ver estamos vivendo longe do pecado.

Transição: Ainda vemos que nosso Senhor Jesus, em sua obra perfeita, nos deu:

2) A oração respondida (v.14-17)

A confiança que temos (v.14a)Podemos nos aproximar de Deus em oração. No AT, só se podia chegar diante de Deus o sumo sacerdote. Aquele que fora escolhido por Deus para ser ministro no templo. Uma vez por ano ele entrava no “Santos dos santos” (um lugar dentro do templo onde estava presença de Deus). Ele representava o povo diante de Deus e intercedia por ele. E Deus ouvia a oração do povo por intermédio do sacerdote. Em Cristo, temos livre acesso a presença de Deus. Ele é o nosso Mediador (1Tm 2.5). Em Cristo nossas orações são respondidas. A certeza que recebemos é destacada por João “obtemos” está no tempo presente (v.15b).

Segundo a sua vontade (v.14b) - A nossa oração acompanha essa condição. Mas há outras condições. Jesus disse que temos que crer para sermos ouvidos (Mc 11.24), ela deve ser feita em nome de Jesus “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (Jo 14.14), e para termos a oração ouvida, precisamos permanecer em Cristo (Jo 15.7). E obedecer (ler 1Jo 3.22). Vários modos de expressar, mas nunca a oração é uma forma de persuadir Deus a fazer nossa vontade. Antes é uma forma dos filhos de Deus se ajustarem à Sua vontade. A oração é o meio de promover os propósitos de Deus, e não de satisfazer nossos desejos egoístas. A oração não muda Deus, mas sim a nós. Quando oramos Deus responde. A oração é comunhão com Deus. Mas toda oração do crente é ouvida por Deus? Sim,  menos a de pecado para a morte, ou seja, a rejeição da obra de Cristo (v.16-17 cf Mc 3.29).

Aplicação: O Senhor Jesus, em sua obra perfeita, nos deu: A oração respondida – Não precisamos mais de intercessores, nem de bispos, ou papa. Podemos falar com o Senhor. Podemos confiar porque o Senhor ouvirá nossa oração. O caminho: Obediência, oração, reconhecimento da soberania de Deus. Tenha certeza, Deus ouve sua voz e te atende. Às vezes nós oramos, mas a resposta não é como eu queria. E aí? Simples, quando pedimos algo a Deus, pensamos ser o melhor, mas a vontade de Deus é sempre o melhor para nós. Assim ele nos dará o melhor. Mas se oramos segundo a sua vontade.

Transição: Ainda vemos que nosso Senhor Jesus, em sua obra perfeita, temos:

3) A proteção contra o maligno (v.18-19)

O maligno não nos toca (v.18c) - Deus mostrando o seu poder na vida de Jó disse ao diabo: “…somente contra ele não estendas a mão.” (Jó 1.12). Satanás não destruiu a vida de Jó completamente, porque a sua vida pertencia ao Senhor o diabo não a tocou.   Somos guardados, a ideia de guardar é de “conservar, preservar”, como disse o Senhor Jesus em sua oração sacerdotal: “Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que eu vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.” (Jo 17.11). No grego, a ideia de tocar é encostar no seu corpo. Uma forma de Deus nos livrar de Satanás é nos alertando quando as ciladas do diabo: Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”(1Pe 5.8). Porque Jesus faz isso? Porque ele nos libertou das trevas (Cl 1.13). Ele nos tirou das garras de satanás.

Deus nos guarda do mal (v.18b) - O salmista diz: “Nenhum mal te sucederá, praga nenhuma chegará à tua tenda.”(Sl 91.10). Essa proteção não é para todo mundo, mas para aquele que “habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à Sombra do Onipotente e confia em Deus” (cf Sl 91.1-2). Deus livra das armadilhas malignas (3). Paulo em meio a aflição disse: “…porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia.”(2Tm 1.12). Deus guarda o peregrino (cf Sl 146.9). Somos peregrinos em terras estranhas, nossa pátria não é essa, mas a Nova Jerusalém. Ele nos guarda do mundanismo, que é o mal que serve ao diabo (v.19). Uma forma que temos para não viver uma vida mundana é dar ouvido à voz de Deus. Ele nos diz que o mundo faz a vontade do diabo e não dele, assim, se somos de Deus não podemos viver como o mundo.  

Aplicação: O mundo “… jaz no maligno.”(v.19). Essa mensagem seria desesperadora se não tivéssemos as bênçãos da obra de Cristo em nossa vida. Deus nos protege contra o mal. Mas não podemos cruzar os braços. Essa proteção de Deus envolve vigilância, pois satanás é astuto e engana até os mais experientes. Ele usa pessoas desavisadas e avisadas. Então tomemos cuidado. Cristo nos protege e o maligno não nos toca, ou seja, não nos fere. Nunca ouvi falar de crente possesso,  mas de crente que é usado pelo diabo para trazer intriga e discórdia na igreja. De crentes, motivados pela “boa intenção” de defender o evangelho. Tomemos cuidado com nosso inimigo. O mundo serve ao diabo, assim não serva ao mundo!!!

Conclusão e aplicação: Bênçãos recebidas em Cristo – Através de sua maravilhosa entrega na cruz por nós, temos a vida eterna, porque fomos libertos do pecado,  a oração respondida , Podemos nos aproximar de Deus em oração. Ele nos ouve! Podemos orar confiantes! A proteção contra o maligno  -  O maligno não nos toca   - Deus nos protege do mal.

Lições finais:

1 – Você tem alegria na salvação de Cristo? É impossível não ter!

2 – A oração, não muda Deus, mas a nós. Quando oramos Deus nos ouve, mas nem sempre a vontade do meu coração é o que Deus quer. Assim não devo orar de forma egoísta.

3 – Deus te protege em todo o tempo. O maligno não toca em sua alma. Mas Deus quer que você fuja do mal. E principalmente do mundo que faz a vontade do diabo.                                  

 Por Rev. Ronaldo P. Mendes

                                                                    HEBREUS

Texto: Hebreus 13.1-3

Introdução: A epístola de Hebreus foi escrita, provavelmente, antes de 70 d.C., com a finalidade de incentivar os leitores a fidelidade a Cristo e à sua nova aliança mostrando que ele é o novo, último e superior sumo sacerdote.  

Breve síntese do capítulo 13 – A conclusão e bênção final. O autor - como se parece com Paulo, principalmente por causa do final deste capítulo – aproveita e finaliza sua carta com conselhos e exortações diversas sobre o bom proceder cristão diante de certas coisas, circunstâncias. Além de tratar sobre diversos assuntos como matrimônio, liderança cristã, avareza, ele exorta sobre o amor fraternal. A pressão do sofrimento poderia tirar da mente dos leitores as responsabilidades fundamentais do amor (vs. 3,7,16). O amor cristão deve ser vivido na prática.

Tema:

Características do amor cristão

Proposição: Existem características únicas no amor cristão que não podem passar despercebidas. Quando isso ocorre, prejudica o bom andamento da igreja.

OI: Mas quais são essas características?

OT: Conforme o texto que lemos de Hebreus, o amor cristão:

1) Não acaba no decorrer dos anos (v.1)   

  a) Amor fraternal – Isso acentua o amor entre os irmãos na fé.No grego a palavra é “Filadélfia” é composta por duas palavras “filos” (amigo, agradável, querido), exprime amizade intensa. Amor cristão é amizade e companheirismo. E a outra palavra é  (adelphos), "irmão". Que por sua vez significa “companheiro crente”,  “companheiro de casa”. Ou seja, irmão é aquele que pertence a sua família, o seu companheiro. Assim sendo, amor cristão é muito mais profundo do que imaginamos. Amizade, companheirismo, confiança. Esse amor começa no momento que passamos fazer parte da família de Deus. Jesus disse que estes fazem a vontade do Pai (cf Mt 12.46-50).

  b) Seja constante (v.1) – Calvino disse que “nada evapora mais facilmente do que o amor”. Ele disso isso porque temos a tendência de olhar mais para nossos interesses do que para o nosso próximo. Constante - Pode ser traduzido como “aquilo que não muda”; “inalterável, invariável, fixo” – Obs: Para esse amor ser constante, é preciso:

  • Amar de forma sincera (Rm 12.9a) -A palavra grega para “sincero’, significa “sem fingimento”, “sem dissimulação”. Essa palavra “fingimento” caracteriza os “atores” que utilizavam “máscaras” nas peças de teatro, no mundo antigo; traz a ideia de “representar um papel”, “fingir ser alguém que não é diante das pessoas.” John Stott disse: “A igreja não pode transforma-se num palco. Afinal, o amor não é teatro; ele faz parte da vida real.” Não pode ser hipócrita o amor cristão.
  • Amar apesar das diferenças – Cada um de nós temos temperamentos e pensamentos diferentes uns dos outros. Mas eles não podem impedir o amor. Uma unidade apesar das diversidades: “… penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento.”(Fp 2.2).

Aplicação: Características do amor cristão – Este amor não acaba no decorrer dos anos – Ele suporta as aflições, os temperamentos diferentes de cada irmão. Ele só pode ser duradouro se for sincero. Cuidado com amargura do coração, ressentimentos. Paulo diz que precisamos perdoar mutuamente (Cl 3.13) para que esse amor seja duradouro.  

Transição: Ainda, conforme o texto que lemos de Hebreus, o amor cristão:

2) Tem alegria em servir ao seu próximo (v.2)   

      a) Hospitalidade - Significa acolher ao próximo em suas necessidades. É atender ao outro em amor sincero como ao próprio Cristo. Abrir as portas do seu lar para que seja refrigério para os cansados. É fazer com que o seu lar seja uma porta aberta para a evangelização e edificação dos irmãos.

       b) Não negligencieis a hospitalidade – Por causa do nome de Cristo muitos irmãos eram fugitivos e peregrinos. Assim, os leitores da epístola aos Hebreus deveriam estar prontos a recebê-los também. Obs: Fazer o bem para aquele irmão que está sempre com você é até fácil, mas nem sempre é fácil para um estranho. “Acolheram a anjos” – Esse foi o caso de Abraão que hospedou “três homens” (Gn 18.2), que na verdade, era o próprio Senhor e seus anjos (cf Gn 18.1 – 19.22). E Ló que hospedou anjos em sua casa. Conforme o autor aos Hebreus: Quando fazemos para o povo de Deus, estamos fazendo para o próprio Cristo (cf Mt 25.40).

     c) Devemos nos colocar como instrumento de bênçãos para os irmãos – O que o autor aos Hebreus destaca é que não podemos viver em nosso mundinho sem se importar com os outros. Paulo escreveu aos Romanos: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.”(Rm 12.10). A palavra “cordial”, vem do latim “kardia”. Literalmente significa “referente ao coração”. Podemos assim, dizer que de uma forma literal, amar “cordialmente” é amar de coração. Ter disposição de abraçar o irmão e, se preciso, abrir minha casa para receber esse irmão. Precisamos ser “… servos uns dos outros, pelo amor.”(Gl 5.13).

Aplicação: Características do amor cristão – Este amor  Tem alegria em servir ao seu próximo – Ele acolhe com alegria aquele que precisa. Abrir o meu coração e minha casa (colocar a disposição se for preciso). Temos aqui um alerta para não vivermos um cristianismo egoísta, uma vida isolada dos demais. Devemos nos importar com aquele que depende de nós. Dispor,  se precisar, os nossos bens para abençoar aqueles que precisam.

Transição: Por fim, conforme o texto que lemos de Hebreus, uma última característica do amor cristão, que podemos destacar é que esse amor:

3) Se compadece dos que sofrem (v.3)         

     a) Os encarcerados (v.3a) – Conforme o contexto eram aqueles perseguidos e injustamente condenados por causa da fé em Cristo. Essa era a situação de muitos cristãos, inclusive de Paulo: “Conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo, porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas; antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar.”(2Tm 1.16-17). É essa preocupação que o autor aos Hebreus está dizendo. Esses recebiam mãos tratos como vemos apóstolos açoitados (cf At 5.41), Paulo (1Co 4.11).

      b) Lembrai-vos... como se presos com eles... (v.3)Como é difícil nos colocarmos no lugar do outro e sentir seu sofrimento. Muitas vezes estamos preocupados com nós mesmos. Paulo disse aos romanos: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.”(Rm 12.15). Alegrar é fácil, o difícil é chorar com o irmão. A indiferença que sonda a igreja moderna tem sido a ruína de muitos.

    b) O amor cristão é evidenciado pela prática do bem – O autor aos Hebreus destaca aqueles que estavam sofrendo por causa da sua fé. Porém, os sofrimentos do cristão tem várias facetas. A) Aqueles que choram por causa do pecado (cf Mt 5.4). B) Aqueles que precisam de apoio, de um suporte para continuar (cf Cl 3.13); C) aqueles que precisam de outras necessidades:“Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?”(1Jo 3.17). Como teremos o amor de Deus se negligenciarmos a prática do bem?

   Aplicação: Características do amor cristão – Este amor Se compadece dos que sofrem – O autor aos Hebreus resalta aqueles que estavam sofrendo por amor a Cristo. Que estavam presos e sofriam afrontas. Deveria sentir na pele o sofrimento desses irmãos. Obs: Irmãos tomem cuidado para que vocês não se tornem indiferentes quando ao sofrimento dos nossos irmãos. Não podemos viver em mundinho confortável enquanto irmãos têm sofrido com problemas conjugais, financeiros, pessoais e outros. Devemos estender nossa mão com o coração aberto!

Conclusão e aplicação final: Características do amor cristão – Quando amamos nosso próximo, isso significa que:

  • Que esse amor não acaba no decorrer dos anos (v.1) - Apesar das diferenças e dificuldades, esse amor permanece. Ele é constante e sincero.
  • Tem alegria em servir ao seu próximo (v.2) - Nos colocamos como instrumento para abençoar o nosso irmão. Colocando, a disposição tudo que temos e somos.
  • Se compadece dos que sofrem (v.3) - Tem compaixão dos que são perseguidos. São suporte para os  que choram.

Amem!

Por Rev.Ronaldo P Mendes

 

                                                                                   FILIPENSES

 

Texto: Filipenses 1.27-30

Introdução: Entre outros temas como “Alegria”, “Deus triúno”, “justificação pela graça de Deus”, Paulo destaca sobre a “A vida cristã”. Os Filipenses deveriam viver na prática aquilo que eles conheciam. Da mesma foram que Cristo se tornou servo, os cristãos também devem ser servos de Cristo (cf 1.1). Embora essa igreja fosse uma alegria para o apóstolo, ela tinha ainda o que mudar (2.1-2). Deveriam se unir mais. E assim vencer a luta cristã

            A vida cristã não é um mar de rosas, encontramos muitas barreiras e dificuldades neste mundo que sempre tentam nos atrapalhar, nos tirar do alvo!

Tema:

Diretrizes para uma vida cristã verdadeira

Proposição: Não basta dizer apenas que é cristã, a igreja precisa seguir as orientações de Deus que nos levam a ter uma vida cristã!

O I: Quais são essas diretrizes, orientações de Deus para nós?

O T: Conforme o texto lido, a primeira diretriz ou orientação de Deus para nós é:

1) Seguir verdadeiramente o Evangelho de Cristo (v.27)

a) ".. por modo digno do evangelho de Cristo" (v.27a) - Paulo nos chama para uma luta. Juntos. Ninguém vencerá a luta cristã vivendo às margens do Reino de Cristo. Como seria esse viver? – “vivei” – Ou continuai vivendo, ou exercendo a vossa cidadania” (grego) – Serem cidadão do céu (Cf 3.20) – Isso significa viver em harmonia com as responsabilidades que o Evangelho (mensagem de salvação em Cristo) impõe. Como seria isso? -  “firmes em um só espírito, uma só alma” – Com um só objetivo, tudo em comum (At 2.44).

b) Lutando juntos pela fé evangélica (v.27b) – O que seria essa fé? “… exortando-vos a batalhardes, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos.” (Jd 3).Toda a mensagem de salvação, todo o ensino de Deus. Todo corpo de doutrina que compõe o verdadeiro cristianismo.     

Aplicação: Ser crente não é só participar das coisas relacionadas ao Reino de Deus, mas é vestir a camisa do cristianismo. É Viver verdadeiramente o cristianismo. É viver como cidadãos do céu. Com o objetivo de lutar pela fé que nos foi entregue.

Transição: Ainda, no texto lido, a segunda diretriz ou orientação de Deus para nós é:

2) Viver com coragem em meio às adversidades (v.28)

a) E que em nada estais intimidados pelos adversários (v.28a) – A igreja, unida deve ser corajosa. A coragem é sinal de salvação: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;”(Rm 1.16). Paulo diz: “Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus.” (v.28b) – Deus está no controle de tudo, os adversários pensam que estão fazendo o mal, mas Deus torna isso em bênçãos. Foi o que José disse aos seus irmãos: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida.” (Gn 50.20).

b) Paulo fazia das circunstâncias formas de evangelizar (v.13) – Paulo, mesmo sendo perseguido, não deixava de falar do amor de Deus. Em suas prisões ele via uma porta aberta: “elo qual sou embaixador em cadeias, para que, em Cristo, eu seja ousado para falar, como me cumpre fazê-lo.”(Ef 6.20).

Aplicação: Muitas vezes a voz do mundo silencia a voz do crente. Mas devemos ter coragem em meio às adversidades. Devemos anunciar o evangelho de Jesus sem medo. Não devemos nos conformar com este século (Rm 12.1), mas fazer Cristo conhecido entre os homens. 

Transição: E por fim, no texto lido, a terceira diretriz ou orientação de Deus para uma vida cristã verdadeira é:

3) Saber que o sofrimento em nome de Cristo é honra (v.29-30)

a) Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo (v.29a; 3.10) – Mesmo vivendo com coragem (intrepidez), neste mundo, muitas vezes podemos questionar o porquê de provações e perseguições. Mas se estas são porque você é fiel ao Senhor, isso não é peso e sim glória e honra. Era o que os apóstolos sentiram: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome.”(At 5.41).

b) E não somente credes nele (v.29b) – Em épocas de “Teologia da prosperidade”, e outras heresias. Vemos quão distante estão os pregadores de hoje. A mensagem é do evangelho não é “auto-ajuda”, é algo que deve ser vivido. Jesus não quer falsos seguidores: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?”(Lc 6.46).

Aplicação: Os sofrimentos por causa de Cristo nos faz crescer. Temos que entender que Saber que o sofrimento em nome de Cristo é honra. Para o crente é um privilégio sofrer por Cristo que tanto sofreu em nosso lugar. O crente que sofre por causa de Cristo receberá dele a glória: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.”(Rm 8.18). Em tempos de busca por prosperidade, sofrer está fora de cogitação. Não se queixe de seus sofrimentos, se forem por Cristo, eles se tornarão em bênçãos!

Conclusão e aplicação final: Diretrizes para uma vida cristã verdadeira – Pra ficar firme na luta, você precisa:

1) Seguir verdadeiramente o Evangelho de Cristo (v.27) - Firmes e unidos. O Evangelho de Cristo deve ser vivido e apenas conhecido.

2) Viver com coragem em meio às adversidadesNão deixe que o mundo cale a sua voz. As circunstâncias ruins são, na verdade, meios de você levar a Palavra de Deus.

3) Saber que o sofrimento em nome de Cristo é honra – Jesus quer pessoas que estejam dispostas não somente crer nEle, mas sofrer por Ele. O sofrimento nos faz crescer. Quando observarmos estas verdades, estaremos firmes na luta cristã.

Que Deus nos ajude a viver verdadeiramente o cristianismo!

Por rev. Ronaldo P. Mendes

1ª TESSALONICENSES

Texto: I Tessalonicenses 1.1-5

Introdução: Local: Ao escrever esta carta, o apóstolo Paulo estava em Corinto. Uma cidade que influenciava o mundo por sua libertinagem e cultos a ídolos. A cidade de Tessalônica (atua Salônica, segunda maior cidade da Grécia) era capital da Macedônia e era uma província do império Romano.

Objetivo da Escrita:  Paulo escreveu esta carta com o propósito de orientar estes irmãos sobre a segunda vinda de Cristo. Também elogiar aqueles irmãos pelo progresso na fé. Eles eram crentes modelos, mesmo sendo uma igreja nova (v. 7). Eles eram tão bem conceituados que Paulo chega a dizer que não precisavam de coisa alguma a mais (v. 8). Essa igreja Fruto do trabalho missionário de Paulo (At 17.1-8), esta igreja estava crescendo porque havia alguns “fatores” faziam a diferença no seu meio.

Argumentação: Muitas linhas de pensamentos prometem crescimento da igreja: Por exemplo, o pragmatismo e a teologia da prosperidade.  Pensam que todo método humano é valido para fazer uma igreja crescer.

Tema:

Alguns Fatores essenciais para o crescimento de uma igreja

 

Proposição: Para crescermos verdadeiramente, não apenas incharmos, devemos observar o que a Bíblia diz.

OI: Que fatores são estes?

OT: Conforme o texto, podemos dizer, que o primeiro fator que faz uma igreja precisa para crescer é:

1) O poder de Deus por meio do Evangelho (v.1-5a)

a) Silvano e Timóteo (v.1) – Eram os cooperadores de Paulo, e oravam juntos com Paulo pela igreja de Tessalônica (v.2). Eles levariam a carta à igreja. Eram homens dedicados, que viviam confiantes do poder de Deus. Silvano é o mesmo Silas, que acompanhou Paulo em sua segunda viagem missionária: “Então, pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, tendo elegido homens dentre eles, enviá-los, juntamente com Paulo e Barnabé, a Antioquia: foram Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens notáveis entre os irmãos,”(At 15.22).E Timóteo um jovem que era “fiel no Senhor” (cf 1Co 4.17).

b) O poder de Deus crescimento para a igreja (v.2-5a) – Paulo diz que sempre dava “graça a Deus” pela vida daquela igreja (v.2). Paulo diz que, eles, em suas orações, “mencionavam (nomeava) a igreja”(v.2b). Estas orações eram ações de graças, louvor e momentos de adoração. Eles oravam juntos e individualmente pela igreja. Paulo tinha convicção do chamado daquela igreja: “vossa eleição”(v.4). Porque Paulo sabia o que, de fato, o Evangelho de Cristo tinha feito naquela igreja (v.5a) – A igreja estava crescendo porque o Evangelho estava na prática da vida da igreja (cf v.3). Eles estavam praticando aquilo que o Evangelho ensina!

c) O poder de Deus que transforma e muda (v.5b; Rm 1.1-6) – Não a persuasão de Paulo que havia convencido aqueles irmãos, o poder de Deus. Paulo diz: “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra…”(v.5a).Paulo disse aos Coríntios: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder,”(1Co 2.4). Não apenas como os filósofos gregos eloquentes. A palavra “poder” (Dunamys), no contexto se refera ao poder de Deus “milagre”, ação sobrenatural. Aquela igreja, não era apenas convencida dos seus pecados, era convertida. E isso Paulo não consegui por eloquência, mas pregando o Evangelho transformador de Cristo.

Aplicação:  O crescimento da igreja não depende de nossos forças, mas do poder de Deus por meio do Evangelho (v.1-5a). Alguns pensam que conseguimos convencer pessoas a seguir a Cristo mostrando o que Cristo fez em minha vida. Não quer dizer que isso seja errado, e alias pode até ser um instrumento para Deus. Mas o que muda a vida de uma pessoa é o poder de Deus que vem por meio do Evangelho: “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação…”(Rm 1.16).

Transição: O segundo fator essencial para o crescimento de uma igreja é:

2) A ação do Espírito Santo na vida do crente (v.5b)   

a) A promessa de Cristo – “… recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra.”(At 1.8). Deus capacitou a igreja com seu Espírito. A igreja primitiva foi testemunha dos milagres que acompanharam a igreja (cf Lc 1.17, 35;4.14; At 10.38).

b) O Espírito Santo na igreja: Embora houvesse grandes milagres, por maio de Jesus e seus discípulos (Pedro At.3.6; Paulo Atos 20.9, e outros). Estes não foram dados para convencer o homem de seus pecados. Os milagres tinham seguintes objetivos: A glória de Deus e para testificar o profeta. O Espírito Santo habita naquele que é crente, somos o “… santuário do Espírito Santo” (1Co 6.19). Assim podemos entender o motivo de haver poder na mensagem de Paulo (e seus colegas com ele) é que, quando ele falava, Deus estava falando.

c) O papel do Espírito – Na salvação do homem, o Ele é quem regenera (cf Jo 3.5;Tt 3.5). Anthony Hoekema diz que: “O papel do Espírito Santo no processo da Salvação é fazer-nos um em Cristo”(livro Salvos pela Graça). Ele nos convence do erro, Jesus disse aos seus discípulos que: “… Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade;” (Jo 16.13). Francis Shaeffer: “Nós podemos convencer o homem de que ele moralmente é imperfeito, mas não podemos convencê-lo, de que está perdido. Isto é tarefa do Espírito Santo,somente o Espírito Santo pode convencer o homem de que ele está perdido e que precisa de um salvador, ou seja, do evangelho, de Jesus Cristo!”. Portanto, o papel do Espírito Santo não é realizar milagres para convencer, mas transformar corações!

Aplicação. A ação do Espírito Santo na vida do crente (v.5b) Não há como falarmos de Cristo sem a ação do Espírito Santo em nós. Nós devemos pregar o evangelho, e o Espírito de Deus vai convencer os pecadores de seus erros. E para isso é preciso ter comunhão com Espírito; andar com ele (Gl 5.16); encher o coração dEle (Ef 5.18). Assim, nossa mensagem terá efeito! 

   Transição: O terceiro e último fator essencial para a igreja crescer, é:

3) A Certeza de que você está sendo usado por Deus (v.5c)    

a) Plena convicção - Convicção da verdade anunciada – “Convicção”, ou “plena segurança”(plêrophoria) – Na verdade, era a presença do Espírito Santo que dava esta convicção. Paulo do seu sucesso de seu ministério ali na cidade. Tinha certeza de que Deus estava operando através dele. Ele sabia de que pregava a verdade e não invenção: “… se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.”(Gl 1.9).

Obs: Muitas vezes queremos nos envolver na obra de Deus apenas na boa intenção. Se comunhão com Espírito Santo.

b) Convicção da ação de Deus – Paulo sabia que Deus estava abençoando aquela igreja através de sua vida, do seu ministério. Ele tinha convicção de seu chamado: “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus”(Rm 1.1). Ele sabia que por intermédio dele e de seus cooperadores (Silas, ou Silvano e Timóteo), Deus estava fazendo aquela igreja se fortalecer e crescer.

c) Convicção nos resultados - É claro que o crescimento vem de Deus (1Co 3.6). Mas onde há a ação de Deus, ali haverá resultados. Deus trará o resultado: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”(Fp 1.6)

Aplicação. Se queremos crescer, é preciso convicção de que somos instrumentos de Deus. Convicção de que pregamos a verdade, o Evangelho. Para Paulo, o Evangelho não era a igreja, nem movimento religioso ou espiritual, nem movimento apostólico, não são os membros, nem é qualquer movimento que se queira, também não é método, mas é JESUS CRISTO! Ele sabia que Deus traria resultados. Sabe o que nos atrapalha crescer? A nossa falta de fé na Palavra de Deus e em Seu poder! Precisamos ter convicção plena na ação de Deus, e nos resultados que Ele dará.

Conclusão e aplicação final: alguns fatores essenciais para o crescimento de uma igreja – A igreja cresce, mas com:

  • O poder de Deus (v.1-5a) – não por nossa força, Deus é quem traz o crescimento. A igreja cresce, por causa do:
  • Espírito Santo (v.5b)  -Ele deve agir em nós.  Na vida da igreja e na nossa vida.  E Por fim, para igreja crescer é preciso ter:
  • A Certeza de que você está sendo usado por Deus (v.5c) – Plena convicção da ação de Deus em nossa vida.

Aplicações finais:

  • O poder é de Deus e sua Palavra – Então não posso me vangloriar ou chamar a glória pra mim, só porque alguém creu por meu intermédio.
  • Sou instrumento de Deus para o crescimento da igreja – A responsabilidade de fazer a igreja crescer e sua e minha. A igreja cresce num corpo, por somos morada do Espírito Santo.
  • Eu tenho que confiar naquilo que anuncio – Ter convicção de que quando eu pregar, Deus vai agir.

Que ele nos faça instrumentos poderosos em Suas mãos para levar  mensagem de salvação ao mundo. Amém!

Por Rev.Ronaldo P. Mendes